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sexta-feira, julho 28, 2006
quarta-feira, junho 28, 2006
longa, longa marcha
Longa, longa é a marcha
esse caminhar para longe de nós dois
tenho medo de ouvir sua voz novamente
pois a ouvirei daqui a alguns dias
sendo educada e sendo distante
pois então já e longa a estrada que nos separa
e tão lógica quanto os pequenos achados
que compõem meu dia a dia
dia a dia longe de você
a minha imagem mais perfeita
alguém a projetou hoje
confio em você, querida
e vejo que você fez a coisa certa
domingo, junho 18, 2006
sexta-feira, junho 09, 2006
quinta-feira, junho 08, 2006
Céu Desesperado em Junho
Céu desesperado em junho, tons violetas desesperados
algo queima, algo da cor do outono
queima no céu, queima no meu peito violáceo.
Sou preguiçoso, meu amor
Deleito-me deitando-me enroscando-me
languidamente
no galho daquela árvore
a qual você sabe
dedos enroscando-se
frutos? jogando-se
uma figueira branca
como osso
como cal
e frutos para gente preguiçosa
domingo, junho 04, 2006
espada em esplendor
Duas chamas
dançando
na escuridão
Que estranho, meu amor
você já não é mais meu amor
(há muito tempo)
mas vê-la
revela
revela-me
Duas chamas
duas velas
somos nós
e mais ninguém!
nada mais importa
por um momento
voltei a ser feliz
mas o destino de toda
vela
que revela
é apagar.
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sexta-feira, maio 26, 2006
(saudades de um anjo) Debaixo da Estrada
O poeta, óculos escuros, lê seu jornal e fuma seu cigarro. E espera.
Eu não fumo.
E não espero.
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Eu desespero.
sábado, maio 20, 2006
quarto minguante
No meu quarto, eu estou minguante.
Fiquei pensando no escuro sozinho.
Pensamentos escuros.
Minguantes.
A ponta da lua está ferindo meu peito.
De onde escorre Clarice Linspector.
Fiquei pensando no escuro sozinho.
Pensamentos escuros.
Minguantes.
A ponta da lua está ferindo meu peito.
De onde escorre Clarice Linspector.
terça-feira, maio 16, 2006
um rio de águas barrentas
nele surge uma criatura, entre o boi e um bode.
Criatura destinada ao sacrifício
nascida do turbilhão de paixões imundas.
E nada se pode fazer
a não ser se prestar ao sacrifício
sexta-feira, maio 12, 2006
monoposto
Não sei o que pensar.
Estou-lhe indiferente.
-lhe-
um dia cansativo.
mais um dia
e francamente não sei
terça-feira, maio 09, 2006
brincar
quer brincar comigo?
Perguntou o bebê morto.
Do que você quer brincar?
E uma mortalha se descobriu, revelando o calor do deserto.
Perguntou o bebê morto.
Do que você quer brincar?
E uma mortalha se descobriu, revelando o calor do deserto.
mortum est
Pensando... pensando... pensamento como um navio sendo construído num estaleiro.
Pensando.
coteau twins.
aquela música.
Pensando.
coteau twins.
aquela música.
rosas e rodas, rodas e rosas vinte e quatro vezes
Pois são rodas e rosas aquilo que se passa...
Uma canção antiga e poeirenta, destinada a outra pessoa e a um sentimento há muito apagado, mas que agora se entoa (entoa por si só) para sua rosa.
Déspota desbotada.
perfume.
Um bebê.
assusta.
Uma canção antiga e poeirenta, destinada a outra pessoa e a um sentimento há muito apagado, mas que agora se entoa (entoa por si só) para sua rosa.
Déspota desbotada.
perfume.
Um bebê.
assusta.
segunda-feira, maio 08, 2006
Déque
O que me ocorreu no sábado
foi o ápice da falta de sentido
e tão perto
e tão... desprovido?
exercício
de como
...
não sei mentir?
.
.
.
Eu nunca sei mentir
até quando eu ensaio
acabo falando a verdade
não sei simular.
Preciso aprender isto
.
.
.
um templo
fumaça rosa
é a mesma
dos dois lugares
espíritos
levar alguém nas costas
"e quando for artista"
tirarei uma foto
e verei
o que não queria
revelação
imprecisa
ágape
iolamento
em tons de nuvem tranqüila
Eu não gostaria de ter feitos tantos monstros e de dito tantas monstruosidades. Eu não queria ter feito rascunhos com sangue e violência. Fotogenia? Areopagista.
induza-me ao erro. "Peque-me com seu olhar obscuro", e eu já escrevi esta frase em 2004.
Chuva.
Chuva...
Meninas.
Eu
e as gotas.
muitos lírios. Um só Déque. Uma canção japonesa. Atrixxxx. Monges. Calma. Repirar fundo. E se atirar ao fundo. Profundamente. Mas no lago onde estão os monges, nada se moveu na superfície negra. apenas algumas bolhas.
Algumas bolhas.
CRIAR É UM BOTÃO
Criar é um botão.
Sem sentido.
Olha, e eu bem que tenho tentado.
...
Um botão de rosa.
Inevitável, intransferível.
Sem sentido.
Olha, e eu bem que tenho tentado.
...
Um botão de rosa.
Inevitável, intransferível.
pensamentos escorrem
Quem sou eu e de quem você gosta?
Duas barras inclinadas. Explicação.
com//Texto.
Definições em sombra de dúvida, sombra azul.
Alguns pingos. Céu amarelo de tempestade.
Eu lhe trouxe meu guarda-chuva, amor. Mas para quê? É tão bom beijá-la embaixo da chuva...
Duas barras inclinadas. Explicação.
com//Texto.
Definições em sombra de dúvida, sombra azul.
Alguns pingos. Céu amarelo de tempestade.
Eu lhe trouxe meu guarda-chuva, amor. Mas para quê? É tão bom beijá-la embaixo da chuva...
domingo, maio 07, 2006
O estranho Déque
Bem, vamos iniciar estes escritos.
Tenho muito o que dizer.
Mas aqui não é para fazer sentido.
Tenho muito o que dizer.
Mas aqui não é para fazer sentido.
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