terça-feira, agosto 22, 2006

quinta-feira, agosto 17, 2006

bom apetite

a verdade é tanto mais dura conforme seja mais indigesta.
teremos estômago então?
valerá a pena digerir amargura?

quarta-feira, agosto 09, 2006

sol soviético

sol soviético
fimda tarde
escura pare de prédio
céu
de cidade
ver
melha
sol soviético
democracia
letra ída
escombro
demon
lição
prédio ódio
sol soviético
e o sol soviético
numa ver
verdade
de pessoa
insegura
num
inferno cubista
cabem quanto?
num sol-viético
amém
amém!
amém...
e a mim,
que parto
e tiro
e infarto
de coisas
dum coração
vermelho
vermelho
soviético!
coisa vermelha
a paixão
e o céu
cedeu
de inverno
o calor
do verão
ora essa,
estamos em
desgosto
de 2006
e somos
sumimos!
assustamos
a todos
os sovi
ÉTICOS!
a ética
do coração
vermelho
torturado
calado!
duro
como cortina
de ferro
escuro
de prédio
prédio soviético
e eu estou
em Estalingrado
e não é
1943
porra!
é 2006
e há tantos mortos!
TANTOS MORTOS
em meu coração
vermelho
soviético
desamparado
e seco
como o clima
dessa cidade
indoalém
do vermelho
e do escuro
e da insegurança
tanto ataque
minha democracia
é minha ditadura
são minhas botas
e minha
arrogância
intolerância
soviética
dissolver
vendo
opor
do sol
que não é
mais vermelho
.
.
.

quarta-feira, junho 28, 2006

longa, longa marcha

Longa, longa é a marcha
esse caminhar para longe de nós dois
tenho medo de ouvir sua voz novamente
pois a ouvirei daqui a alguns dias
sendo educada e sendo distante
pois então já e longa a estrada que nos separa
e tão lógica quanto os pequenos achados
que compõem meu dia a dia
dia a dia longe de você
a minha imagem mais perfeita
alguém a projetou hoje
confio em você, querida
e vejo que você fez a coisa certa

domingo, junho 18, 2006

O espelho oval
borda dourada
uma cobra
uma carta
irrespondida
uma planície de gelo
onde não se enxerga
a ausência
de um espelho
de uma companhia

sexta-feira, junho 09, 2006

quinta-feira, junho 08, 2006

Céu Desesperado em Junho

Céu desesperado em junho, tons violetas desesperados
algo queima, algo da cor do outono
queima no céu, queima no meu peito violáceo.
Sou preguiçoso, meu amor
Deleito-me deitando-me enroscando-me
languidamente
no galho daquela árvore
a qual você sabe
dedos enroscando-se
frutos? jogando-se
uma figueira branca
como osso
como cal
e frutos para gente preguiçosa

violeta

lua em junho
flutuante noturno

domingo, junho 04, 2006

espada em esplendor

Duas chamas
dançando
na escuridão
Que estranho, meu amor
você já não é mais meu amor
(há muito tempo)
mas vê-la
revela
revela-me
Duas chamas
duas velas
somos nós
e mais ninguém!
nada mais importa
por um momento
voltei a ser feliz
mas o destino de toda
vela
que revela
é apagar.
.
.
.

sexta-feira, maio 26, 2006

(saudades de um anjo) Debaixo da Estrada

O poeta, óculos escuros, lê seu jornal e fuma seu cigarro. E espera.
Eu não fumo.
E não espero.
.
.
.
Eu desespero.

sábado, maio 20, 2006

quarto minguante

No meu quarto, eu estou minguante.

Fiquei pensando no escuro sozinho.

Pensamentos escuros.

Minguantes.

A ponta da lua está ferindo meu peito.

De onde escorre Clarice Linspector.

terça-feira, maio 16, 2006

response

sou um nexus 6
Quem entender isto, me entenderá.
Completamente.

um rio de águas barrentas

nele surge uma criatura, entre o boi e um bode.
Criatura destinada ao sacrifício
nascida do turbilhão de paixões imundas.
E nada se pode fazer
a não ser se prestar ao sacrifício

sexta-feira, maio 12, 2006

monoposto

Não sei o que pensar.
Estou-lhe indiferente.
-lhe-
um dia cansativo.
mais um dia
e francamente não sei

terça-feira, maio 09, 2006

brincar

quer brincar comigo?
Perguntou o bebê morto.
Do que você quer brincar?
E uma mortalha se descobriu, revelando o calor do deserto.

mortum est

Pensando... pensando... pensamento como um navio sendo construído num estaleiro.
Pensando.
coteau twins.
aquela música.

rosas e rodas, rodas e rosas vinte e quatro vezes

Pois são rodas e rosas aquilo que se passa...
Uma canção antiga e poeirenta, destinada a outra pessoa e a um sentimento há muito apagado, mas que agora se entoa (entoa por si só) para sua rosa.
Déspota desbotada.
perfume.
Um bebê.
assusta.

segunda-feira, maio 08, 2006

Déque

O que me ocorreu no sábado
foi o ápice da falta de sentido
e tão perto
e tão... desprovido?
exercício
de como
...
não sei mentir?
.
.
.
Eu nunca sei mentir
até quando eu ensaio
acabo falando a verdade
não sei simular.
Preciso aprender isto
.
.
.
um templo
fumaça rosa
é a mesma
dos dois lugares
espíritos
levar alguém nas costas
"e quando for artista"
tirarei uma foto
e verei
o que não queria
revelação
imprecisa
ágape
iolamento
em tons de nuvem tranqüila
Eu não gostaria de ter feitos tantos monstros e de dito tantas monstruosidades. Eu não queria ter feito rascunhos com sangue e violência. Fotogenia? Areopagista.
induza-me ao erro. "Peque-me com seu olhar obscuro", e eu já escrevi esta frase em 2004.
Chuva.
Chuva...
Meninas.
Eu
e as gotas.
muitos lírios. Um só Déque. Uma canção japonesa. Atrixxxx. Monges. Calma. Repirar fundo. E se atirar ao fundo. Profundamente. Mas no lago onde estão os monges, nada se moveu na superfície negra. apenas algumas bolhas.
Algumas bolhas.

CRIAR É UM BOTÃO

Criar é um botão.
Sem sentido.
Olha, e eu bem que tenho tentado.
...

Um botão de rosa.

Inevitável, intransferível.
A cor do céu.
perigo.
você.
...
odeio-me

pensamentos escorrem

Quem sou eu e de quem você gosta?
Duas barras inclinadas. Explicação.
com//Texto.
Definições em sombra de dúvida, sombra azul.
Alguns pingos. Céu amarelo de tempestade.
Eu lhe trouxe meu guarda-chuva, amor. Mas para quê? É tão bom beijá-la embaixo da chuva...

domingo, maio 07, 2006