petulante
envolvente
arrogante
delinquente
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poesias criadas por Josiel Vieira de Araújo
O começo da linguagem das trevas
Flor de arame farpado cortina de dor
e, enquanto inspiramos fumaça dos nossos sonhos esturricados
Temos de escolher entre a inquisição da fogueira
(onde somos confortavelmente queimados)
E a escuridão onde caminhamos descalços,
tropeçando sobre estilhaços.
Fina flor de fino arame no nosso pescoço
Saco da vergonha alheia na cabeça onde sufocamos
que botamos para não ver
os cacos de nossa certeza estilhaçada
que pisamos esfolando nosso caminhar
acostumamos a existir assim
confortavelmente na desgraça
a apatia é a nossa mortalha
que nos empareda cada dia um pouco mais
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contorce tempestuosa
onde toca, a tudo revolve, a tudo destrói
mudo, mudo-me
de repente crisalida
onde foco, por onde dissolvo
semelhante ao fogo
resolve
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Guarde para mim
Guarde para si
aguarde
É tarde, mas virá
ardente sentimento
sufocante, desejo-nos
nos tocamos, finalmente
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Flores de Órion
Ela semeia por entre a vida
pequenas flores, grandes gentilezas,
memórias, superação, exemplos, girassóis e outras flores que nem sei o nome,
cultivando amizades, colhendo ingratidão, regando amores
outras dores que também nem sei o que são
uma trilha difícil que não é para qualquer um
e mesmo assim ela segue semeando
e nos alegrando
com o jardim que é sua alma.
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Para minha irmã Josi Henriques
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